Cerâmica de Conimbriga

História e tradição

A Cerâmica Portuguesa tem as suas mais profundas raízes nas culturas megalíticas. A nossa olaria tem vestígios dos antepassados romanos, árabes, visigodos e celtas. No início do SEC XVI começam a aparecer provas documentais da existência das nossas cerâmicas vidradas mais propriamente das faianças portuguesas.

Em meados do SEC XVII assistimos ao aparecimento de louça muito desenhada, de muitas pequenas figuras, paisagens, faunas, floras, construções e decorações do tipo chinês. Estas que constituíram mais um motivo ornamental que passou a ser conhecido como ‘’desenho miúdo’’.
Mas não foram só as faianças europeias as influenciadas pelos motivos das porcelanas chinesas. Também e, por sua vez, as de origem chinesa começaram a ser influenciadas pela cerâmica não só portuguesa, mas também pelas de outras origens distribuídas pelas naus de Portugal para essas longínquas paragens.

Criou-se também a arte indo-portuguesa que tem muito a ver com a nossa permanência de séculos na India. Há, de facto, uma integração das artes orientais na arte portuguesa.

Podemos assim dizer que foram os portuguesas os precursores da influência oriental na arte europeia.

Antes da influência oriental ter dominado a faiança portuguesa do SEC XVII, cultivamos o gosto da majólica italiana, conhecida como ‘’ louça de Pisa’’ ou ‘’louça de Veneza’’, portos por onde era exportada esta arte.

No SEC XVIII por intermédio de Marquês de Pombal, a faiança portuguesa conheceu um novo impulso. Devido talvez a este impulso, vários artistas decidiram desenvolver a sua arte em Portugal, entre eles Domingos Vandelli que encantado com as argilas da região, montou uma unidade fabril na qual inventou um novo tipo de faiança, a de Coimbra.  Esta é diferenciada pela sua finura aliada, delicada pintura e a tons de verde-ervilha e amarelo claro.

Outros destes artistas era Brioso, artista ele porem de origem francesa. Ficou conhecido pela anielagem de vidragem e pelas peças somente decoradas a azul, “ton sur ton”.

Com o desaparecimento destes grandes artistas, a olaria popular de Coimbra manteve se ainda bastante produtiva em todo o tipo de louças até hoje.

Quando se fala de louça de Coimbra não podemos esquecer a louça de Conimbriga, pois ambas são trabalhadas com uma pasta argilosa da região, com decoração apenas manual.

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